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Como o Trabalho é Feito

Nenhum modelo único é aplicado a todos. Qual destes é o mais indicado para si não é decidido de antemão: é discutido na primeira conversa e revisto à medida que o trabalho se desenvolve.

Um trabalho sobre padrões, e não sobre episódios isolados. A abordagem psicodinâmica procura compreender como experiências anteriores, relações e formas de lidar com a vida moldam o que acontece no presente: porque é que uma dificuldade regressa sob outra forma, porque é que certas relações seguem sempre o mesmo desenho, porque é que uma reacção parece maior do que a situação que a provocou. Desenvolve uma consciência de si que permanece para além da terapia.

A abordagem é integrativa e baseada na evidência, não estando presa a uma única escola. O que é utilizado depende do que cada pessoa traz. Algumas dificuldades respondem bem a um trabalho estruturado e prático; outras precisam de espaço, tempo e profundidade. Muitas vezes, o trabalho recorre a ambos.

Para um trabalho que vai mais fundo. A psicoterapia psicanalítica contemporânea leva a sério aquilo que não é dito, aquilo que se repete e aquilo que acontece entre duas pessoas numa sala, incluindo a própria relação terapêutica, tratada como material a compreender e não como pano de fundo. Ao contrário da sua forma clássica, é conversacional, feita frente a frente, e centrada na pessoa tal como vive hoje, e não na aplicação de teoria a partir de cima.

Em todas elas, o trabalho é informado pelo trauma: parte do princípio de que podem existir experiências difíceis, avança ao ritmo que a pessoa consegue tolerar e nunca exige que alguém relate aquilo para que ainda não está preparado.

Um trabalho estruturado e baseado na evidência sobre a relação entre pensamentos, emoções e comportamentos. Ajuda a identificar padrões de pensamento pouco úteis, a desenvolver alternativas mais funcionais, a melhorar a regulação emocional e a construir estratégias práticas de mudança. Particularmente eficaz na ansiedade, no stress, em padrões comportamentais e em dificuldades do presente.

Dar o primeiro passo é, muitas vezes, a parte mais difícil. Uma primeira conversa não implica qualquer compromisso. É simplesmente um ponto de partida.

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